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O mito da zona "Fat Burn"

O mito da zona "Fat Burn"
Por Prof. Esport. Rafael Barleze

É quase que semanal escutar em um ambiente onde se trabalha com resultados estéticos fornecidos pelo exercício que, para "queimarmos" gordura, temos que "fazer aeróbico". E o que significa isso - manter a atividade física em um determinado nível de moderação por um longo período. Esteiras e outros aparelhos de treinamento cardiovascular até hoje são adesivados com tabelas de zonas "fat-burn" indicando um percentual 65 a 75 por cento da FC máxima. Necessidade de ocupar espaço no painel com desenhos e gráficos ou controversa de toda tecnologia apresentada nestes aparelhos colocando em dúvida o conhecimento dos fabricantes?

A verdade é que tudo surgiu de um erro de interpretação do Quociente Respiratório, e para entendermos como esta tola zona de queima funciona, temos antes que entender o que é Quociente Respiratório (QR).

Durante toda nossa vida inspiramos oxigênio (O2) para utilizar como energia, usando este oxigênio para oxidar átomos presentes nas moléculas de carboidratos e gorduras. Depois expiramos o resultado desta utilização em forma de gás carbônico (CO2).

Se analisarmos estes gases conseguimos ter a real noção de quais fontes de energia estamos utilizando, carboidratos, proteínas ou gorduras. Contudo cientistas conseguiram encontrar uma fórmula simples para esta análise, dividindo o volume de gás carbônico expelido pelo oxigênio consumido.

O resultado, varia em média entre 0,7 e 1.

Durante uma atividade física o valor aproxima-se de 1 conforme aumentamos sua intensidade.

Quando assistimos na televisão atletas correndo ou pedalando em laboratórios com máscaras parecendo uma tromba de elefante, nada mais é do que um teste cardiopulmonar onde dentre os resultados está sendo analisado também o QR.

Logo: Quociente respiratório = Gás Carbônico expirado/ Oxigênio inspirado
Agora que entendemos o que é QR e percebemos na tabela que ao mantermos ele mais próximo de 0.70 (exercício moderado/leve) estamos queimando mais gorduras, porque então que esta zona não existe?

É exatamente este erro de interpretação que muitos acabam tendo e muitos outros acabam não querendo ver.

O pensamento então é manter as pessoas a queimar mais gordura com exercícios de menor intensidade, porque tal trabalho fácil não exige a obtenção de energia a partir de carboidratos. Embora isto possa ser um conceito lógico, é uma ciência inexata. Para ilustrar a falácia da zona de queima de gordura, é importante comparar dois diferentes protocolos de exercício.

Por exemplo, um indivíduo caminhando em uma esteira em baixa intensidade, zona "fatburning", a 4,8 km/h por 20 minutos, seu QR é de 0.80 resulta em 67% de energia proveniente de gorduras e 33% de energia de carboidratos. Além disso, nesse ritmo o indivíduo gasta 4,8 calorias por minutos, 3,2 dos quais (67%) vem de gorduras e 1,6 (33%) de carboidratos. Ao término dos 20 minutos, 64 calorias foram consumidas do metabolismo de gordura e apenas 32 calorias do metabolismo de carboidratos.

Se este mesmo indivíduo duplicasse a intensidade para 9,6 km/h para os mesmos 20 minutos, a intensidade adicionada exigiria mais carboidratos como fonte de combustível e o QR subiria a 0,86. Um QR de 0,86 resulta em 54% de energia proveniente de carboidratos e apenas 46% de gorduras.
No entanto, este ritmo resultou em 9,75 calorias gastas por minuto ou 5,2 e 4,48 calorias por minuto a partir de carboidratos e gorduras, respectivamente. Assim, para os mesmos 20 minutos, o indivíduo gasta 104 calorias de carboidratos e 90 calorias a partir das gorduras.

Este aumento na intensidade aumentou o consumo calórico total de gorduras, para o mesmo investimento de tempo, superior ao da caminhada de baixa intensidade. Assim, a declaração de marketing que a diminuição da intensidade nos coloca em uma zona de queima de gordura não é totalmente correta.
Se olhares os percentuais, claro! Moderadamente estará consumindo mais gordura. Mas não é um valor absoluto. Ou seja, aumentando a intensidade e aceitando que o % de gordura como fonte de energia diminuirá, mesmo assim o valor absoluto de gordura será maior.

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